Estou lendo Karl Ove Knausgärd, Elena Ferrante e Chuck Palahniuk, com Bruno Tolentino, Adélia Prado e Caio Fernando Abreu nos intervalos dos jornais.

Enquanto a política serve doses cada vez maiores de repulsa e aversão, a literatura, muito mais gentil, provoca reflexões (nem sempre agradáveis) no campo da beleza. A política, vulgar e mesquinha, não é páreo para a generosidade da literatura, mesmo quando ela trata dos aspectos vulgares e mesquinhos da existência.

Não estranhe se digo que as reflexões provocadas pela literatura são belas e, ao mesmo tempo, desagradáveis. De modo geral, a provocação deveria ser dominada com um pouco mais de sutileza. Shakespeare é um mestre na arte das pragas e maldições.

Quem adula o ego do leitor com amenidades, quem passa a mão na cabeça do leitor com roteiros descartáveis, quem afaga a inteligência do leitor com soluções diluídas e previsíveis é o escritor de entretenimento, o escritor de best-seller.

O que não impede ninguém de perder tempo, eventualmente, com algo do gênero. Tampouco há uma regra não escrita que impeça um escritor de entretenimento de subir ao posto de um autor sério, com admiradores fiéis.

Sou leitor de Raymond Chandler, criador do grande detetive particular Philip Marlowe, interpretado em filmes espetaculares por Humphrey Bogart, que também deu vida nas telas a Sam Spade, o detetive particular criado pelo grande Dashiell Hammett.

Enfim, como estava dizendo, Knausgärd e Elena escrevem sobre suas memórias. Do primeiro já li A Morte do Pai e leio, no momento, Um Outro Amor. Ambos da trilogia Minha Luta, que se completa com A Ilha da Infância, que me espera na estante.

Da segunda comecei A Amiga Genial, do quarteto napolitano formado por História do Novo Nome, História de Quem Foge e de Quem Fica e História da Menina Perdida, que estão na minha lista de compras. Acabou o espaço e não falei do Clube da Luta.

Mas ficam as dicas dos romances que me acompanharam no feriado da Páscoa.